Um empresário passou quase 5 horas com uma arma apontada para a própria cabeça em Mossoró. Ele sofreu uma ordem de despejo do Partage Shopping e entrou em desespero, tinha a loja há 13 anos. É a segunda loja do shopping que ocorre despejo em uma semana, temos informações que outras 5 estão em situação semelhante.
Assinar um constrato com qualquer shopping é quase uma confissão que não tem direito a nada, os contratos são amarrados e leoninos, mas são contratos, não vejo muito o que discutir, é apenas a expressão da vontade de ambos.
O problema é o que estamos passando, a pandemia. Na minha cabeça quem proíbe deve arcar com os custos e responsabilidades. Shoppings passaram meses e meses fechados e com restrições, nada mais justo que aqueles responsáveis (irresponsáveis) pelos decretos assumam os ônus.
O fique em casa e a economia a gente vê depois deixou um rastro de tragédia que as sequelas serão sentidas nos próximos anos. A "empatia" que cobram não deve ser só com a doença, mas com todo o contexto social.
O comerciante em desespero em Mossoró com uma arma apontada para a própria cabeça é o reflexo de várias vidas que passam pelo mesmo sufoco.