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Diploma universitário não adianta pois “não tem emprego”, diz Milton Ribeiro

Em evento realizado em Nova Odessa (SP) nesse sábado (21.ago.2021), o ministro Milton Ribeiro (Educação) defendeu ensino profissionalizante. Segundo ele, muitos que recorrem ao financiamento estudantil para frequentar universidades não conseguem pagar as parcelas pois “não têm emprego” depois de formados.

“Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do FIES que é um instrumento útil. Depois ele sai, termina o curso, mas fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego”, declarou.

Segundo Milton, a atuação do MEC (Ministério da Educação) será focada no ensino profissionalizante. “O Brasil precisa de mão de obra técnica, profissional”, disse.

“E aí depois o moço ou a moça, eles fazem esse curso, arrumam um emprego, e depois falam: ‘O que eu gostaria mesmo é ser um doutor. Eu fiz um curso técnico em veterinária, já tenho um emprego, mas eu quero ser um médico veterinário’”, disse o ministro.

“Pronto, aí ela tem, ela mesma, a condição de prover a condição de fazer este curso em uma universidade.”

Essa não é a 1ª vez de Milton Ribeiro defende o ensino técnico. Em 9 de agosto, o ministro afirmou que “universidade deveria ser para poucos”. Em entrevista à TV Brasil, ele falou que os institutos federais, que formam técnicos, serão a “grande vedete” do futuro, ou seja, os protagonistas.

O ministro afirmou que, em países como a Alemanha, poucos fazem universidade. “Tenho muito engenheiro ou advogado dirigindo Uber porque não consegue colocação devida. Se fosse um técnico de informática, conseguiria emprego, porque tem uma demanda muito grande”, disse.

Também à TV Brasil, o ministro falou sobre o “inclusivismo”, o qual definiu como quando uma criança com deficiência é incluída em uma sala de aula com educação regular, com alunos sem deficiência. Para ele, nessa situação, a criança “não aprendia” e “atrapalhava, entre aspas”, uma vez que “a professora não tinha equipe, não tinha conhecimento para dar a ela atenção especial”.

Criticado pela declaração, o ministro tentou se justificar. Na 5ª feira (19.ago), disse que há crianças com “um grau de deficiência que é impossível a convivência”. Segundo ele, é por isso que o governo está “criando salas especiais para que essas crianças possam receber o tratamento que merecem e precisam”.

Mais tarde, se justificou mais uma vez, por meio de seu perfil no Twitter. Afirmou que “algumas palavras foram utilizadas de forma não apropriada e não traduzem, adequadamente, o que quis expressar”.

O ministro declarou que sua intenção foi falar sobre a “dificuldade de desenvolvimento adequado de algumas crianças com deficiências em classes comuns”.

O MEC publicou nota para reforçar tanto o pedido de desculpas do ministro quando “o seu compromisso na implementação de ações e políticas públicas voltadas à educação especial”.

Poder 360

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