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Ex-mulher de vice-governador de MT o acusa de agressão

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, foi acusado pela ex-mulher, Viviane Kawamoto, de agressão. Ele foi proibido pela Justiça de tentar se aproximar dela ou estabelecer comunicação.

Viviane contou ao Fantástico que o casal brigou durante uma viagem a Itapema, em Santa Catarina, no dia 7 de julho. Depois de uma discussão, ela teria se trancado no quarto de hóspede e tomado remédios para dormir. Segundo Viviane, Pivetta a convenceu a sair do quarto para rezarem juntos e a agrediu.

De acordo com a versão do vice-governador, a sua ex-mulher apareceu em Itapema sem avisar. Ela o teria agredido verbal e fisicamente e ele apenas se defendeu.

Depois da briga, Viviane chamou a polícia, que levou os 2 à delegacia. Um policial contou à reportagem que ela chegou a mudar a versão dos fatos no caminho.

Em seu depoimento ao delegado e aos jornalistas, no entanto, Viviane confirmou as agressões que havia relatado anteriormente. Pivetta foi preso em flagrante e pagou fiança para poder ir para a casa.

De volta a Cuiabá, eles cogitaram reatar. Viviane conta que foi convencida a fazer um vídeo, com auxílio de funcionários do gabinete do ex-marido, dizendo que estava tudo bem entre eles.

Segundo ela, Pivetta a fez assinar documentos, como uma escritura pública de declaração, dizendo que em Santa Catarina ela “estava sob efeito de forte e excessiva medicação”, havia bebido “algumas taças de vinho” e que a mistura causou “distúrbio psiquiátricos”, levando-a a procurar a polícia para relatar “a ocorrência de violência doméstica o que, entretanto, de fato não aconteceu”.

À reportagem, Viviane afirmou que não estava embriagada, só tomou um indutor de sono, e que o que está escrito no documento que ela assinou é mentira. Viviane contou ter sido convencida a assinar pois, de acordo com o ex-marido, isso era preciso para ele não fosse condenado.

Pouco depois, Pivetta pediu o divórcio, que foi concedido pelo TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso). A Justiça determinou que o vice-governador pague uma pensão de R$ 10.000 à ex-mulher. Além disso, ele deve cumprir medida protetiva e não pode se aproximar ou tentar se comunicar.

Para a defesa de Viviane, ela é vítima não só de violência física como psicológica. Como argumento, os advogados citaram a prisão em flagrante, a escritura pública em que ela muda a versão do caso incentivada pelo político e um boletim de ocorrência em que ela cita uma tentativa de reaproximação dele.

Na decisão, a juíza entendeu que os fatos narrados nos autos demonstram risco de “novas abordagens do agressor” e por isso decretou a medida protetiva.

Pivetta afirma que nunca praticou violência física nem psicológica contra a ex-mulher. A defesa dele diz que vai tomar medidas contra o que alega serem “falsas acusações”.

Poder 360

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