Foi curioso ouvir a fala do controlador-geral do Estado, Pedro Lopes, sobre o fato do Ministério Público do RN ter feito a cotação dos preços para o contrato que é investigado pela Polícia Federal na Operação Lectus. Isso porque Pedro Lopes fala da participação do MP como se fosse uma garantia de que não houve irregularidade aí. A questão é: ninguém está preocupado, no momento, com os valores cobrados pela empresa e sim com o serviço que ela não tinha oferecido.
A Controladoria-Geral da União (CGU) questionou nesse contrato dois pontos:
1. Os levantamentos indicaram que a empresa contratada não tinha experiência em implantação de leitos de UTI, bem como não apresentava estrutura econômica e financeira nem capacidade técnica para dar suporte à vultosa contratação. A empresa se valia de equipamentos e materiais da própria Secretaria Estadual de Saúde, além de não disponibilizar todos os profissionais previstos no contrato.
2. Foi constatado que houve facilitação para a contratação da empresa e manutenção dos contratos, por interferência direta de agentes públicos da SESAP, que se valiam dos privilégios e liberdades dos seus ofícios para favorecer a empresa contratada.
Onde está o questionamento ao valor cobrado? Não existe. Contudo, por ter participado da cotação dos preços, é como se o MPRN tivesse dado o aval, a garantia do contrato firmado.