Duas semanas após ser mordido por um javaporco no trânsito de Franca (a 400 km de São Paulo), o professor de dança Willian de Souza Rodrigues, 43, diz não ter recebido apoio financeiro do dono do animal e que pessoas estão ganhando dinheiro na internet com visualizações do vídeo da insólita perseguição que sofreu do bicho nas ruas da cidade.
Até o início da pandemia da Covid-19, Rodrigues, que tem uma filha de um ano e uma enteada de 13, dava aulas de dança em comunidades carentes da cidade. Sua mulher trabalha no setor de limpeza em uma escola infantil. Com as restrições impostas para conter a disseminação do coronavírus, as aulas de dança foram suspensas e Rodrigues passou a trabalhar como motoboy.
Em tratamento médico depois da mordida do animal, e novamente enfrentando problemas financeiros, desta vez por não poder trabalhar devido ao ferimento sofrido, o professor passou a pedir recursos via Pix e a aceitar qualquer tipo de doação. Uma vaquinha virtual também foi criada para ajudar o professor
O ataque do javaporco ocorreu no início da noite de 18 de julho, um domingo. Rodrigues chegava ao bairro Bonsucesso para uma entrega, quando parou em um cruzamento e viu um vulto surgindo de um matagal ao lado.
Folha de SP