O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira (9) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) irá respeitar o resultado do plenário, se os deputados decidirem rejeitar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso.
Lira disse que conversou com Bolsonaro na sexta-feira (6). “Em uma ligação telefônica, o presidente Bolsonaro me garantiu que respeitaria o resultado do plenário. E eu confio na palavra do presidente da República ao presidente da Câmara”, afirmou à CBN.
O voto impresso deve ser votado na terça ou quarta-feira (10 ou 11) no plenário da Câmara, segundo Lira. Para ele, é necessário encerrar a discussão sobre o voto impresso.
“A nossa vontade não é majoritária ou absoluta, claro”, disse. “Mas esse assunto, no meu ponto de vista, chegou ao seu limite.” Para Lira, é necessário uma definição do plenário para encerrar a discussão sobre o voto impresso.
O presidente da Câmara afirmou que na noite desta segunda-feira (9) haverá uma reunião entre os líderes da Casa para decidir as pautas da semana. “Após essa reunião de líderes, como eu espero que aconteça, ela muito provavelmente pode estar amanhã ou quarta-feira na pauta da Câmara para que a gente tenha uma posição oficial do plenário”, disse. “Nós esperamos que essa questão seja liquidada no plenário essa semana.”
Lira voltou a afirmar que o resultado do plenário deve ser respeitado pelos Poderes. Ele avaliou que, pelo número de partidos contrários ao voto impresso, a PEC pode não ser aprovada.
“Nós temos hoje uma média de 15 a 16 partidos contra o voto impresso ou auditável na Câmara”, afirmou o deputado. “Com essa perspectiva, eu penso que as chances de aprovação podem ser poucas. E nesse caso também, quem for vencido tem que serenar.”
Lira disse ainda que mesmo com a rejeição é importante que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o STF (Superior Tribunal Federal) encontrem uma “maneira administrativa” de responder as dúvidas sobre a urna eletrônica, para além da testagem de 100 urnas.
Poder 360