Agora é oficial. O Governo Fátima Bezerra decidiu recriar a figura do "censor" da época da ditadura para dizer o que pode ou não ser ouvido na música popular brasileira.
O Governo petista assinou nesta terça-feira (31) a lei que proíbe a contratação ou pagamento de "artistas que, individual ou coletivamente, apresentem em seus shows músicas que desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento".
No texto da lei, não há um detalhamento do que pode ser classificado como "violência", o que pode abrir espaço, por exemplo, para que artistas que falem, por exemplo, dar "tampa na raba" seja classificado como tal.
Inclusive, além de proibir a contratação por órgãos públicos, a lei também define que as empresas com sede no RN serão penalizadas caso contratem ou veiculem publicidade que possa ser considerada, na visão dos censores de Fátima, algo misógino, sexista ou que estimule a violência.