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FBI libera 1º documento da investigação dos atentados de 11 de Setembro

O FBI divulgou nesse sábado (11.set.2021) o 1º documento relacionado à investigação dos ataques de 11 de setembro. A liberação de partes da apuração foi ordenada pelo presidente dos EUA, Joe Biden. O relatório, de 16 páginas, é de 2016 e tem diversos trechos ocultados.

Em 3 de setembro, Biden assinou uma ordem executiva para divulgar parte dos documentos sigilosos sobre os ataques. Organizações contraterrorismo e familiares das vítimas pressionam pela divulgação.

A suspeita é que as investigações tenham encontrado evidências da participação de líderes da Arábia Saudita –um antigo aliado dos EUA –nos ataques terroristas. O sequestro de 4 aviões matou 2.996 pessoas.

O documento liberado não comprova a participação do governo saudita. O material contém uma entrevista de 2015 com uma pessoa que se candidatava à cidadania norte-americana.

Essa pessoa relatou que teve repetidos contatos com cidadãos sauditas que, segundo os investigadores, forneceram “apoio logístico significativo” –como assistência em viagens, hospedagem e financiamento– a pelo menos 2 dos sequestradores, Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Mihdhar.

Um dos sauditas que teriam dado essa assistência é Omar al-Bayoumi, estudante em Los Angeles. O FBI suspeitava que ele era um agente de inteligência da Arábia Saudita.

A Comissão do Congresso criada para investigar os atentados disse, em 2016, não ter encontrado “nenhuma evidência de que o governo saudita como instituição ou altos funcionários sauditas tenham financiado” os ataques. No entanto, observou “a probabilidade” de que instituições de caridade patrocinadas pelo governo da Arábia Saudita tivessem participação.

Na 4ª feira (8.set.2021), a embaixada da Arábia Saudita em Washington declarou que “qualquer alegação de que a Arábia Saudita é cúmplice dos ataques de 11 de setembro é categoricamente falsa”.

O documento do FBI é divulgado em um momento delicado na relação entre EUA e Arábia Saudita. O governo Biden liberou, em fevereiro, relatório sobre o envolvimento do governo saudita na morte do jornalista Jamal Khashoggi, em outubro de 2018.

Nesse relatório, o governo norte-americano revela que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, aprovou o plano de sequestro e assassinato de Khashoggi, que à época escrevia uma coluna com críticas ao reino saudita no Washington Post.

Poder 360

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