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“Lula acabou com a pobreza no Brasil com uma canetada”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta 5ª feira (23.set.2021), a política econômica do ex-presidente Lula (PT) ao comentar sobre emprego e dados de informalidade no Brasil em sua live semanal. Disse que o petista, em seu governo, “acabou com a pobreza do Brasil com um decreto, uma canetada”.

“Os 38 milhões de informais, que o pessoal chama de invisível, sem carteira assinada, que viviam fazendo o seu trabalho por aí… o que aconteceu com essas pessoas? Quando elas foram obrigadas a ficar em casa, não adiantava ir para a praça que não vendia churrasquinho de gato, não podia vender sorvete na arquibancada porque não tinha torcida em campo de futebol. Proibiriam os caras de irem a praia… então ele foi procurar emprego. E como para o IBGE quem não procura emprego há mais de um ano está empregado, quando esse cara começou a procurar emprego porque não tinha mais como trabalhar na informalidade ele foi e entrou na lista dos desempregados. É questão de metodologia”, disse.

Bolsonaro, seguiu, questionando ao espectador de sua live se ele o recordava “quando o Lula acabou com a pobreza do Brasil? Com um decreto, uma canetada”.

“Quem ganhava x era classe média. O que ele fez? Baixou esse valor. A classe média passou a ser um valor menor. Então todo mundo era quase de classe média no Brasil. Então com uma canetada acabou com a pobreza no Brasil. Você não vai fazer isso daí”, afirmou.

Movimentos sociais na b3
Também comentou sobre a manifestação de integrantes de movimentos sociais que ocuparam no começo da tarde desta 5ª feira (23.set.2021) o prédio da B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo. O ato criticou Bolsonaro e o mercado. A ação foi realizada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e frente Brasil Sem Medo.

“Tivemos agora há pouco a notícia de Guilherme Boulos e sua turminha gente fina invadindo a Bolsa de Valores de São Paulo. Eu já ouvi muita gente do mercado aí contra mim, favorável à esquerda, tiveram um pequeno exemplo agora da esquerda que não voltou ao poder, mas como eles adoram a propriedade privada”, afirmou em tom irônico.

Jair Bolsonaro citou, durante a live, um tweet do coordenador do MTST do ex-candidato do Psol à Presidência, Guilherme Boulos, que publicou que o ato foi “contra a fome e o desemprego”.

“Vamos deixar claro aqui, prezado Boulos, fome e desemprego. Desemprego: o que você fez, né, o seu partido, o que a esquerda como um todo fez para que as pessoas não perdessem a renda em 2020? Vocês fizeram tudo ao contrário quando vocês apoiaram a política todo fica em casa e a economia a gente vê depois. Então você apoia isso. Fome: tem gente que passa fome no Brasil, tem gente que passa mal, está havendo ainda uma inflação nos produtos alimentícios no mundo todo, não é somente no Brasil”, disse, classificando que “a conta chegou”.

Bolsonaro ainda se exaltou, e proferiu xingamentos ao ex-candidato do Psol à Presidência em 2018. “Prezado Boulos, fica em casa o que a economia a gente vê depois. Mas querer me culpar da fome e desemprego você tá de sacanagem, né? É um paspalhão, realmente. Procurando aí demagogia. Nunca vi esse cara ao lado da lei, ao lado da ordem, respeitando a propriedade privada, respeitando o emprego”, declarou o presidente durante sua live semanal.

Queiroga
Bolsonaro também afirmou nesta 5ª feira (23.set.2021) que questionou o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) sobre adotar o tratamento precoce contra a covid-19. O ministro foi diagnosticado com o vírus na 3ª feira (21.set) e cumpre quarentena de 14 dias nos Estados Unidos.

“Você vai adotar o protocolo Mandetta, ficar aguardando sentir falta de ar para procurar um socorro ou vai tomar uma providência?’ Ele respondeu para mim: não vou responder para vocês aqui. Eu fui infectado no passado e tomei um negócio, vocês sabem o que foi, se falar aqui cai a live, se eu me sentir mal vou tomar isso de novo, é um direito meu”, disse.

Recentemente, o presidente defendeu a ideia em seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. O presidente chegou de viagem na 4ª feira (22.set), mas por orientação da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) está isolado no Palácio da Alvorada.

Poder 360

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