O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, confirmou a pré-candidatura ao Senado em entrevista na Tribuna do Norte neste domingo (26). “Decidimos colocar o nosso nome como pré-candidato ao Senado por entendermos que há uma necessidade de se qualificar a representação do Estado”, afirmou.
Marinho não poupou críticas aos atuais senadores do RN. “Eu acho que nós temos uma bancada de senadores que tem se omitido nas principais discussões econômicas e principais temas que reverberam a favor do Nordeste, em especial no Rio Grande do Norte, gerando um prejuízo para nosso Estado”, analisou.
Ainda segundo o ministro, o estado “tem ficado para trás”. As principais empresas e indústrias que vêm para o Nordeste setentrional têm se instalado em Pernambuco e no Ceará, pois nós temos aqui um gargalo logístico, já que não temos porto. Então, é necessário enfrentar esse problema”, declarou.
Ele comentou o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira. “Eu tenho conversado muito com o presidente e ele me encorajou, me incentivou a ter uma participação no quadro político do Estado em 2022. E por isso, eu e meu grupo político, decidimos colocar o nosso nome como pré-candidato ao Senado por entendermos que há uma necessidade de se qualificar a representação do Estado”, disse.
O ministro revelou que “ao longo dos últimos meses, nós recebemos uma série de apoios e, por isso, amadurecemos a nossa decisão. Não apenas do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Ezequiel, que é nosso amigo desde o tempo de colégio, mas de vários outros deputados, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de Natal, de Parnamirim, de Caicó e de dezenas de outras cidades, do presidente da FEMURN, o “Babá”,empresários, estudantes, representantes dos setores agropecuário e pesqueiro,da indústria,do comércio, profissionais liberais. Esses apoios têm sido crescentes nos últimos meses”.
Além disso, ele afirmou que a “pré-candidatura necessariamente deverá contar com o apoio do presidente Bolsonaro”. “Esse é um governo que mais investiu no Nordeste brasileiro, que mais fez mudanças importantes em sua infraestrutura e na modernização de marcos regulatórios. Esse é o governo que tem abraçado aqueles que mais precisam, que tem a maior fragilidade do ponto de vista econômico e social”, destacou.
O auxiliar do presidente Bolsonaro lamentou que “o governo do Rio Grande Norte hoje, infelizmente, é um administrador de folha de pagamentos. Então, ele precisa se transformar em um indutor do desenvolvimento. Enfim, precisamos tornar o estado um lugar mais confortável para que os empreendedores que aqui estão se sintam à vontade para investir ainda mais e para atrair novas oportunidades e investimentos”.
Quanto a uma possível candidatura ao Governo, Rogério Marinho considera descartada “até porque já tem uma pré-candidatura apresentada, do deputado Benes Leocádio, que foi o deputado federal mais votado no Rio Grande do Norte, que tem afinidade com o nosso grupo político, que tem apoiado o governo do presidente Bolsonaro, que tem tido uma atuação bastante importante e correta a favor do estado. Conhece profundamente as dificuldades das prefeituras menores. Tem a sensibilidade de entender que o estado precisa sair da situação em que se encontra”.