Eu não conhecia pessoalmente Guilherme Pessoa, apenas por WhatsApp e o chat do Jornal das 6. Ele era ouvinte assíduo da 96 FM, desde o 96 Minutos, interagia quase diriamente.
Sempre muito educado, com comentários inteligentes. Depois começou a falar por WhatsApp, mesmo com problemas grave de visão, comentava tudo que eu escrevia, gostava da nossa linha editorial, só ficava chateado quando a gente falava alguma coisa do MDB, era Bacurau. Me passava uns cordéis que seu pai (falecido) escreveu, cheguei até a publicar.
No sábado, Guilherme foi vencido pela depressão. Até noticiei o fato, só soube ontem à noite que tinha sido ele. Lamentei muito o que aconteceu. Tenho falado diversas vezes que a saúde mental é uma grande pandemia paralela que estamos enfrentando.
Municípios, estados e União não oferecem estruturas de atendimentos para casos de depressão, mesmo aqueles que tem condições enfrentam preconceito de procurar ajuda, são tabus. A vida corrida, competição, isolamento social e pandemia, são fatores bombásticos.
Temos que ter uma política permanente de ajuda a quem tem depressão, não apenas um mês de divulgação, como acontece no setembro amarelo.