A terceira aula do curso de poda e enxertia, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com a Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU), ocorreu na manhã desta quarta-feira, 29, em uma área de 15 hectares no Projeto Assentamento Favela, zona rural de Mossoró.
A aula prática contou com a participação de 13 produtores rurais que cultivam o cajueiro e agrônomos da pasta municipal. Educador do SENAR, Aderson Soares de Araújo explicou que o momento contou com quatro práticas direcionadas aos agricultores.
“A aula prática de hoje aqui no Assentamento Favela teve quatro parcelas. Fizemos a coleta do solo para análise em laboratório, demonstração de poda e rebaixamento e poda de formação, coleta de garfos para enxertar as mudas de pé franco e demonstramos também o combate à mosca branca através de produtos alternativos”, disse o instrutor que contou como é o trabalho com os produtos alternativos.
“A gente não quer trabalhar aqui com veneno, com agrotóxico. A gente trabalha com produto alternativo. A gente vai usar aqui óleo de algodão e detergente neutro e água. Isso é um produto alternativo que utilizamos para combater não só a mosca branca, mas também outras pragas do cajueiro”.
A enxertia é o processo de juntar partes de plantas para formar uma planta só. É um procedimento muito comum na agricultura e ocorre, principalmente, para otimizar o uso da planta e melhorar a qualidade de seus frutos.
“A enxertia é uma prática simples, mas precisa de uma dedicação para que o agricultor ou técnico, a pessoa que cultiva o viveiro possa fazer. Temos algumas formas de fazer a enxertia. A gente pode fazer por borbulia para o cajueiro e pode fazer por garfagem, que corta o material genético da planta e introduz numa muda na qual vai ser colocado no pote enxerto”, explicou o gerente executivo da Secretaria de Agricultura, Raniere Barbosa. Ele destaca ainda que a vantagem que o agricultor terá com o processo é ter uma muda ou planta com aspecto genético desejado.
Eudes Xavier de Lima foi um dos participantes do curso. Ele destacou a importância de conhecer e aplicar a técnica. “É muito importante para a gente porque temos um pouco da teoria e nesse curso aprimoramos o nosso conhecimento a respeito da técnica. Desse curso a gente leva um aprendizado muito grande. É de muita importância para o agricultor. O que aprendemos vamos levar para o nosso dia a dia de produtor”, disse o produtor da comunidade de Paulo Freire.