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Funcionários públicos marcam novos protestos por reajuste

Os funcionários públicos que cobram reajuste salarial não receberam resposta do governo Jair Bolsonaro (PL) depois dos protestos de 3ª feira (18.jan.2022). Por isso, programaram novas manifestações nos próximos dias:

27 de janeiro: paralisação e ato virtual;
2 de fevereiro: paralisação e protesto presencial em Brasília.

O Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) bateu o martelo sobre a agenda de mobilização em reunião realizada nesta 5ª feira (20.jan.2022). O fórum pretendia fazer novas mobilizações nos dias 25 e 26 de janeiro. Porém, ajustou o calendário para agir em conjunto com as outras entidades que pedem reajuste salarial.

Além do Fonacate, o Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) participa dos protestos. O Fonacate representa a elite do funcionalismo público. Já o Fonasefe representa a base do serviço público e os servidores do Judiciário.

Segundo o presidente do Fonacate, Rudinei Marques, haverá uma plenária virtual na próximo 5ª feira (27.jan.2022) para que funcionários públicos de todo o Brasil possam discutir a mobilização. Especialistas também serão convidados para esclarecer dúvidas sobre as questões orçamentárias que envolvem o reajuste salarial.

Protesto na volta do recesso
Em 2 de fevereiro, os sindicalistas pretendem fazer um protesto na Praça dos Três Poderes. O dia foi escolhido pela Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União), por causa da volta do STF e do Legislativo ao trabalho. O Judiciário volta do recesso em 1º de fevereiro, e o Congresso, no dia seguinte.

“A orientação é de que os funcionários paralisem suas atividades para acompanhar os atos”, declarou Rudinei Marques. Ele também disse que as categorias continuarão mobilizadas até os novos protestos. Os auditores fiscais da Receita Federal, por exemplo, estão em operação-padrão, e os funcionários do Banco Central entregaram cargos de chefia para cobrar reajuste salarial.

Sem reajuste desde 2017, os funcionários públicos cobram a recomposição da inflação acumulada no governo de Jair Bolsonaro. Não descartam uma greve, caso não tenham resposta do governo até o fim de fevereiro.

Poder 360

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