O ex-papa Bento 16 pediu desculpas por fornecer informações falsas durante uma investigação sobre abuso sexual em sua antiga arquidiocese de Munique, disse seu secretário, em comunicado divulgado nesta 2ª feira (24.jan.2022), no portal Vatican News.
A declaração, que foi dada à KNA (Agência de Notícias Católica de língua alemã), disse que a informação falsa não foi dada “com más intenções”. Ao invés disso, ela foi atribuída a uma “supervisão” de edição que ocorreu com o testemunho escrito de Bento 16 dado ao inquérito.
O ex-papa, de 94 anos, disse ao inquérito que não esteve presente em uma reunião de 1980, que discutiu o caso de um padre pedófilo. Ele agora confirmou que participou da reunião, mas insistiu que nenhuma decisão foi tomada na época sobre a reatribuição do padre às funções pastorais.
“Em vez disso, apenas o pedido para fornecer [ao padre] acomodação durante seu tratamento terapêutico em Munique foi concedido”, disse o comunicado.
Bento 16 está “muito arrependido” pelo erro e espera ser perdoado, disse o comunicado, acrescentando que o ex-papa dará uma explicação para o erro em uma data posterior.
Falhas nas ações
O papa Francisco prometeu na 6ª feira (21.jan) fornecer justiça às vítimas de abuso sexual por membros da Igreja Católica. Sua declaração veio um dia depois que um relatório revelou que seu antecessor, Bento 16 – que renunciou ao papado em um movimento praticamente sem precedentes em 2013 – falhou em agir em 4 casos de abuso antes de se tornar papa.
O relatório de 5ª feira (20.jan) analisou casos de abuso sexual cometidos por membros do clero na arquidiocese de Munique entre 1945 e 2019. Bento 16 – conhecido como Joseph Ratzinger na época – foi arcebispo entre 1977 e 1985.
Poder 360