O Presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar nesta 5ª feira (27.jan.2022) financiamento do BNDES no exterior e sugeriu que obras poderiam ter sido usadas para desvio de dinheiro.
“Lá fora não tem TCU [Tribunal de Contas da União] ou, se tem, não funciona, é um caminho aberto para desvios”, disse em sua tradicional live semanal.
O presidente do banco, Gustavo Montezano, estava ao lado de Bolsonaro na transmissão e também acusou os governos anteriores de corrupção.
“É um banco que tem 70 anos, construiu o Brasil, hidroelétrica, estrada, tudo que você imaginar. E aí chegou um governo que resolveu usar aquele veículo financeiro para gerar pedalada fiscal e financiar empresas amigas que desviavam dinheiro por outras fontes”, disse.
De acordo com Montezano, dos cerca de US$ 10,5 bilhões (cerca de R$ 56,7) emprestados pelo BNDES para obras no exterior, os cofres públicos vão ter que arcar com um calote de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões).
Durante a campanha presidencial de 2018 que elegeu Jair Bolsonaro, ele prometia “abrir a caixa preta do BNDES”. Bolsonaro acusava o banco de um esquema de corrupção dos governos petistas que beneficiaria os demais países da América do Sul, o “ foro de São Paulo ”.
Depois de eleito, no 1º ano de mandato de Bolsonaro, foram gastos R$ 48 milhões em auditorias dos contratos de empréstimos a empresas e governos estrangeiros. Os relatórios não encontraram nenhum indício de irregularidade.
Poder 360