Vejo o povo indo tomar banho no Rio Jordão, fronteira de Israel com a Jordânia. Tem mais natalense no Rio Jordão do que em Ponta Negra. Isso é ótimo, as viagens estão a todo vapor, não tem as restrições da pandemia.
Essas viagens para Israel dão novos ares para os "romeiros". Nada de ônibus velho, turismo de centavos, as viagens são com glamour, um banho de história, religiosidade e literalmente de rio. Levar um padre valoriza o momento de fé. Algumas agências de Natal vendem o pacote com um padre para guiar espiritualmente o grupo.
Quando eu era menino tomava banho no açude do sítio do meu avô Senna nos arredores de Mossoró. Ou então em fazendas de alguns amigos quando tinha inverno. A água de açude ou rio é bem pesada, para nadar é difícil. Acredito que todo mundo já tomou banho de açude. Faz muito anos que não frequento um rio, mas não me vejo mergulhando no Rio Jordão. Mas aí tem uma questão de significado, fé e um componente grande de religiosidade. Muito interessante.
Cresce o turismo para lugares exóticos, fora dos roteiros tradicionais de viagens para o exterior. Vejo com muita felicidade o povo viajando, a vida voltando ao normal.