O candidato à reeleição e presidente, Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (26/10) que vai recorrer da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou a ação sobre as supostas inserções irregulares em emissoras de rádio no Norte e Nordeste. E assegurou, durante entrevista ao lado de ministros, em frente ao Palácio da Alvorada: “Iremos às últimas consequências dentro das quatro linhas da Constituição”.
“Está comprovado a diferenciação ao tratamento dispensado ao outro candidato, que poderia, não posso afirmar, até ter participação dele em algum momento. Se o TSE não tinha nada a ver com isso, é incompreensível a demissão sumária desse servidor e da forma como ele foi conduzido para fora do TSE”, declarou.
Na decisão desta quarta, Moraes considerou inepta a petição inicial, protocolada na última segunda-feira (24/10), por não trazer provas e avaliou que o material anexado na terça-feira (25/10) também não traz indícios mínimos de irregularidades.
Durante a entrevista no Alvorada, o presidente ainda acusou o ministro Moraes de ser parcial: “O senhor Alexandre de Moraes, no linguajar popular, matou no peito o processo, encaminhou para o Supremo, partiu então para o inquérito das fake news, que ele mesmo conduz. Ou seja, um inquérito que ele totalmente dono dele.”
Bolsonaro teve que interromper sua agenda de campanha, que não previa compromissos em Brasília para a noite desta quarta. Inicialmente, o presidente, que estava em Minas Gerais, iria para o Rio de Janeiro, onde terá agenda nesta quinta-feira (27/10). Ele, porém, mudou a programação de última hora e convocou uma reunião com ministros e comandantes das Forças Armadas para discutir o novo impasse com o TSE.
A irritação de Bolsonaro era visível. Momentos antes da fala do presidente a jornalistas, Alexandre de Moraes negou o pedido da campanha bolsonarista para investigar supostas irregularidades em inserções eleitorais por rádios do país.
Metrópoles