Terminada as eleições, o senador Styvenson Valentim acabou em 3° lugar na disputa para o governo em 16,8% dos votos válidos.
Styvenson não fez campanha, não pediu votos, não visitou as cidades e ainda disse que votaria nulo para presidente desagradando parte de seu público. Olhando assim, o ex-policial continua um fenômeno das urnas.
Mas Styvenson não é mais um aventureiro, é senador, disputou duas eleições majoritárias, tem lugar de destaque na política, então precisa vencer, como fez em 2018.
Para continuar na política, o senador vai ter que mudar a postura. Styvenson gosta do poder, é vaidoso e assim precisa se inserir, fazer alianças, demonstrar ser de confiança, saber o que é conversa privada e pública. Nada disso é crime, errado ou vergonhoso.
Sem grupo não existe políticos. Pode até vencer uma campanha sem grupo, como ele fez em 2018, mas o raio não cai duas vezes no mesmo local.
Styvenson é inteligente, gente boa (por mais incrível que pareça), só precisa amadurecer para a política. Sair da adolescência de rebeldia sem causa.