Quem brinca o Carnatal sempre ficava com um gostinho de quero mais. A festa envolvia toda a cidade, tinha um apelo popular, em cada esquina tinha uma marca na maior micareta fora de época do Brasil.
O Carnatal esse não foi um fracasso, mas foi frio. Não foi a festa de Natal ou do natalense, até no Instagram era difícil achar conhecidos na festa. A população não acompanhou as transmissões pela internet, não teve interação, tudo de morno para bem frio.
Talvez o excesso de "estrangeirismo" na administração, os parceiros locais não tinham força nas decisões, tudo chegou engessado. A turma de olho em números gordos esqueceram de fazer o dever de casa para fazer uma festa verdadeiramente com apelo popular (o meu popular aí significa dinheiro).
A maior festa de Natal é o Carnatal, não pode acabar ou ser destruída por canibais que não entendem a cultura do evento. Maior poder dos sócios locais, a maior interação com meios que sempre levaram o Carnatal ao sucesso é o caminho para a festa voltar a ter alguma relevância.
No formata desse ano, a gente pode estar presenciando o final da festa. Terá o próximo ano para cumprir tabela e ser enterrado de vez. Até o Carnatal o sinal amarelo está ligado no RN. A continuar assim, quando Ricardo Chaves cantar acabou, vai acabar mesmo.