Em uma conversa que teve com aliados na semana passada, após sua diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula disse que um nome não seria seu ministro “de jeito nenhum”. O citado pelo presidente eleito foi Márcio França, que é apontado por seu partido, o PSB, como certo em uma das pastas que a legenda ocupará. O PSB também é o partido do vice Geraldo Alckmin.
O desejo de França e do PSB é que ele vá para o Ministério das Cidades. Houve também a sinalização de que aceitariam a pasta da Ciência e Tecnologia. Apesar da frase de efeito de Lula, petistas avaliam que há espaço para o governo eleito ceder e acomodar França em um ministério.
Lula não deixou explícito o motivo da má vontade com França, mas aliados apontam algumas justificativas. Afirmam que o PSB está com “muito apetite” por ministérios e que França demorou a abrir mão da corrida eleitoral pelo governo de São Paulo, para compor a chapa de Fernando Haddad, passando a disputar como candidato ao Senado. Também alegam que França não teria destacado nem Haddad e nem Lula durante sua campanha.
Procurada, a assessoria de imprensa de Lula nega o conteúdo da conversa. A coluna reitera a informação publicada
Bela Megale - O Globo