O risonho e elegante vice-governador Antenor Roberto vive uma montanha russa emocional. De aviso prévio, seu último dia de trabalho será em 31 de dezembro quando acaba o mandato.
Antenor tem participado de confraternizações, sorrir para fotos. Tem tido crises de choro no privado. Para os mais próximos demonstra amargura por ter sido excluído da chapa vitoriosa, acha que foi traído pela chefe do executivo, mas está disposto a "perdoar" para continuar no 1° escalão do próximo governo Fátima Bezerra.
Tem que ser reconhecido, Antenor nunca deu trabalho a Fátima, mas sempre falhou em missões importantes. Conseguiu uma guerra com a Polícia Civil, já chegou a matar um ex-reitor da UFRN pelas redes sociais e quando foi pedir minha cabeça na rádio levou uma invertida antológica.
Antenor queria ser secretário de segurança pública como prêmio de consolação. Quando criança, Antenor brincava de Forte Apache, Playmobil e Falcon, então ele acha que deve ter alguma ligação com a segurança. Fátima achou que era piada, ofereceu a PGE (como o MP não demanda nada, virou um cargo sem importância), ele recusou. Vai ser secretário de administração penitenciária. Um cargo importante, mas não para amadores.
No turbilhão vivido por Antenor, entre sorrisos, choros, fotos, amarguras e traições, ele só não quer perder o contato com o poder. A governadora Fátima deveria criar uma secretaria extraordinária para Antenor, assim deixava ele na governadoria, saindo nas fotos e não chutaria um aliado tão fiel.
Novamente peço, quem encontrar com Antenor abrace, fale, dê tchau, sorria, buzine, seja carinhoso, peça para tirar uma foto, porque Antenor só precisa de atenção, é um comunista com coração de mateiga que adora condomínios de luxo. Vai ficar para sempre no folclore político do RN.