O que é uma alegria para muitos, pode ser um terror para alguns: as festas natalinas, seja em família ou na casa de amigos. Mas algumas regras de comportamento podem ajudar o período a correr mais tranquilamente. A coluna conversou com Costanza Pascolato e Claudia Matarazzo, duas especialistas em etiqueta, sobre o que fazer e, principalmente, o que não fazer nas confraternizações.
Para Claudia, nas reuniões familiares deve-se tomar ainda mais cuidado com o comportamento do que nas festas com amigos. “Às vezes a gente escorrega justamente por já conhecer os podres da família”, diz. Provocar o cunhado e entrar em discussões políticas não é recomendado, nem cair de bêbado. “É uma época para dar atenção e ter paciência com aquela tia que já está mais devagar”, completa Claudia.
Para Costanza, o bacana é fazer com que os convidados se sintam parte da ‘sua tribo’. “Acho que hoje as pessoas esquecem de se interessar pelo outro, de ter empatia, de conversar. Se eu estou passando o Natal com alguém é porque me interesso pelo o que aquela pessoa vai fazer, seus planos”, afirma. Para fugir de assuntos desagradáveis, vale ser direto. “Levante-se ou proponha objetivamente uma troca de tema”, diz Claudia.
Na hora dos presentes – tanto dar quanto receber – também existem lições que podem manter a fluidez da festa. Organizar um amigo secreto pode ser uma opção prática (e mais em conta) do que ter que presentear todos os convidados. “Se a pessoa quiser dar presentes para os mais próximos, é mais fácil fazer antes ou depois da festa para não interromper o fluxo da confraternização”, diz Costanza. Segundo ela, não é obrigatório estabelecer um valor limite ou mínimo.“Cada um dá de acordo com as suas possibilidades”.
Levar um presente para o anfitrião e para as crianças que estarão presentes é de bom tom, mas cada caso é um caso. Presentear quem está abrindo a casa com uma garrafa de vinho ou uma caixa de chocolates é altamente recomendado.
O que vale, para as duas, é levar o período com leveza. “Respeitar quem pensa diferente é o auge da educação. Mesmo que muita gente tenha esquecido”, diz Costanza.
Direto da Fonte - Estadão