A Prefeitura de Ceará-Mirim se manifestou sobre a denúncia que Blog recebeu a respeito de um paciente em surto, que ficou amarrado no corredor do Hospital do Município a espera de atendimento médico. Segundo a Prefeitura, não houve demora e o paciente foi amarrado pela Polícia Militar, a pedido dos familiares dele. Segue a nota na íntegra:
A respeito da matéria veiculada, seguem os esclarecimentos.
O paciente, residente de uma comunidade rural de Ceará-Mirim, deu entrada no Hospital Municipal Dr. Percílio Alves às 12h05, trazido pela SAMU e acompanhado por policiais militares, que a pedido da família o contiveram fisicamente com cordas, visto que se encontrava extremamente agressivo. A imagem veiculada, e que segue em anexo, mostra que a maca, na qual o homem foi conduzido, é da própria SAMU, com o prefixo USA-75.
Apesar do pronto socorro estar com pacientes na sala vermelha (prioridade no atendimento), estabilização repouso masculino e feminino, assim com a livre demanda, o paciente teve o atendimento priorizado.
A informação que o homem ficou sem alimentação ou que houve “grave violação” não procede, visto que a imagem foi produzida entre a chegada do paciente e o atendimento do médico plantonista, fato que foi separado por questão de poucos minutos.
A situação do paciente foi detalhada no relato do médico Thiago Alberto. No documento, ele explica que o estado de extrema agressividade inviabilizaram que o homem dividisse espaço com crianças, mulheres e demais pacientes, uma vez que traria iminente risco aos presentes e ao corpo médico. A família, inclusive, se recusou a ficar ao lado do paciente por receio motivada por um histórico de violência semelhante.
Ainda na noite da quarta-feira (28), o paciente foi transferido, após a regulação do governo estadual garantir uma vaga no Complexo de Saúde Professor Severino Lopes.