Texto de Renato Cunha Lima
A luta de classes apregoada por Karl Marx sempre foi uma falácia para manipular e gerar conflitos na busca de poder e dominação das massas.
“Pecunia non olet”, traduzindo do latim, dinheiro não fede, não tem ideologia, não tem lado e pode ser bom ou ruim. Qual país é mais capitalista que a China comunista? Nenhum, mas a ditadura tem um capitalismo controlado em favor do Estado e não da liberdade do seu povo.
“Nós o povo”, discurso antológico do ex-presidente americano Ronald Reagan precisa ser lembrando, sobretudo quando alerta que quanto maior o poder do Estado, menor será a liberdade do indivíduo.
Não brinquem com a vocação autoritária do Estado e são duas as formas básicas de submissão e escravização de um povo, a opressão e a dependência.
No Brasil, com a vitória de Lula, o grande medo dos eleitores de Bolsonaro é o país se tornar uma Venezuela. Embora já haja, nos lugares com hegemonia eleitoral do PT, cidades e estados “venezuelados”.
O Rio Grande do Norte, por exemplo, tem pouco mais de 459 mil trabalhadores formais, ou seja, com carteira assinada e um assustador número de 518 mil famílias recebendo o Auxílio Brasil.
Triste, temos um estado que não gera riqueza sequer para sustentar quem precisa de ajuda para não passar fome, onde empreender é um ato de loucura ou rarefeita aos amigos do rei, aos próximos do sistema de poder.
Vejamos, a maioria dos empresários potiguares ou comercializam produtos e serviços com o poder público ou se valem dos recursos públicos distribuídos entre estes empresários, funcionários públicos e os aposentados no mercado.
O pouco que há de geração de riqueza genuína padece de licenças e autorizações em um modelo insano de insegurança jurídica que transforma o empreendedor em refém do poder público, como no turismo e na carcinicultura.
No Rio Grande do Norte cerca de 60% dos empregos estão no público, ainda pior no interior, onde na enorme maioria dos municípios só há emprego nas prefeituras.
Portanto, a guerra real é entre os famintos, quem mata e assalta é pobre e quem geralmente morre e é assaltado também é pobre. O pobre que vive de auxílio é sustentado pelo pobre que trabalha e produz. Todos oprimidos e dependentes do Estado.
Fazer o que? Seguir defendendo e despertando a liberdade na mente das pessoas! Maquiavel no livro “Istorie Fiorentini”. disse: “Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!”. Nosso povo nunca foi livre, a palavra liberdade tem um sentido vago, distorcido, incompleto na compreensão popular.
Acorde, triste é o passarinho que nasce e morre numa gaiola sem saber que sempre pode voar.