Matéria da Tribuna do Norte de domingo passado informa que mais de 900 torres eólicas serão instaladas no mar na área do RN.
É progresso. Energia limpa. Talvez mais barata no futuro. Porém, o RN é um estado tipicamente turístico e nenhuma paisagem natural recheada de torres eólicas em terra e no mar atrairá turistas.
Rotas de embarcações também serão alteradas para dar lugar aos parques eólicos marítimos. Ou seja, além do turismo marítimo, a indústria da pesca também será afetada.
Fazendo um paralelo com a Petrobras no RN, que explorou o petróleo no estado por 50 anos, poluiu o solo com resíduos venenosos, e quando saiu do ecossistema econômico deixou falidos e desempregados milhares de microempreendedores, a energia eólica não deixa impostos (só são gerados na distribuição), gera poucos empregos permanentes, enfeia a paisagem e afeta o meio ambiente com a abertura de estradas mata adentro até o local das torres, afetando o meio ambiente.
O blog é defensor inabalável do desenvolvimento econômico, porém não pode cegar para empreendimentos que prejudicam as indústrias turística e da pesca no RN.
Quanto aos parques solares, preferencialmente, devem ser instalados em áreas desérticas, não agricultáveis, inservíveis como o Seridó Ocidental e Oriental, ao invés de serem implantados em áreas férteis do vale do Açu, como o anunciado projeto da Scatec, trazida pela governadora Fatima Bezerra.
O RN é naturalmente um estado turístico, portanto devemos preservar a beleza de nossas paisagens para evitar o fim dessa atividade econômica.
Ainda que o senador franco-carioca Jean defenda a indústria das energias renováveis com todas as suas forças, é preciso olhar à frente, para o futuro.
O RN não pode desperdiçar a oportunidade de discutir o seu futuro agora, em um ano eleitoral, quando metas e objetivos devem ficar claros aos eleitores e à população em geral.