Alvo de fortes chuvas que causaram deslizamentos e enchentes, a cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, vive um “cenário de guerra”, com corpos soterrados e um número de óbitos que aumenta quase que de hora em hora, além de ruas interditadas. Os bombeiros viraram a madrugada e seguem o segundo dia de buscas por desaparecidos nesta quinta-feira (17/2).
Em frente ao Museu Imperial, antigo palácio de verão de dom Pedro II, carros batidos em diversas direções foram levados pelas chuvas. Nos rios, incontáveis veículos precisaram ser removidos na tarde de quarta-feira (16/2).
Na casa da princesa Isabel, muros com grades tombaram e um veículo avançou pelo extenso gramado.
O monumento do Obelisco, na Rua do Imperador, também foi atingido. A famosa Rua 16 de Março, conhecida pelas lojas, foi bastante prejudicada, assim como a Rua Teresa, o polo comercial de roupas da cidade. Nos dois locais, comerciantes perderam toda ou quase toda a mercadoria de seus estabelecimentos.
A calmaria do petropolitano deu espaço ao medo, à angústia e à dor. Por bairros como o Alto da Serra, um dos mais atingidos, aparelhos de exercícios físicos foram removidos à força de dentro das academias e se misturam com restos da lataria de alguns carros que estavam pelas ruas.
Calçadas deram espaço a montanhas de lama, sujeiras trazidas pela chuva e por galhos de árvores.
Mais chuvas
A expectativa é que o cenário desolador continue, devido à previsão de mais chuvas para os próximos dias. Para esta quinta-feira, estão previstas pancadas de chuva moderada a ocasionalmente forte a partir da tarde.
Na sexta-feira (18/2), o cenário é ainda mais preocupante: pancadas de chuva forte a ocasionalmente muito forte a partir da tarde. Na terça, em três das seis horas de chuva, o volume já superava a previsão para todo o mês de fevereiro.
Metrópoles