O ano de 2022 pode provar toda a análise feita pelo Blog nos três anos anteriores: a governadora Fátima Bezerra (PT) tem os sindicatos na mão. E a prova disso é que, mesmo insatisfeitos com falta de aumento (no caso dos professores e do Sinsp) ou até corte de salário (policiais civis), as categorias estão com receio de entrar em greve, porque sabem que isso prejudicaria a reeleição petista.
Falando dos professores, tem sido até engraçado assistir a diretoria do Sindicato pisar em ovos ao falar de forma crítica da gestão petista. Fátima diz que para eles que vai cumprir a lei, mas não fala em 33% de reajuste. Se fosse outro governo, os professores já estariam de greve há muito tempo - e ficariam nela até outubro.
O Sindicato dos Servidores da Administração Direta é outro que tem sido calmo com a governadora. Agora, por exemplo, um erro na mensagem anual pode impedir o reajuste da categoria. E não se fala em paralisação.
Por fim, tem os policiais civis, que já participaram de três rodadas de negociação e ainda aguardam uma proposta de Fátima para cobrir as perdas salariais que podem chegar a 35% com o fim da ADTS. Pacientes, falam em "assembleia permanente", mas não em greve. Como explica?