O Ministério Público do RN abriu um inquérito civil para apurar a paralisação dos policiais civis no Rio Grande do Norte. A investigação vai ser conduzida pelo promotor de Justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra.
Pelo texto da portaria que abriu o inquérito, publicada nesta quarta-feira (9), no Diário Oficial, o inquérito vai "apurar os prejuízos ao direito difuso à segurança pública e eventual dano moral coletivo decorrente da greve desencadeada por policiais civis no dia 7 de fevereiro de 2022"
Na portaria, o MP afirma que vai apurar "a possível condescendência da Corregedoria-Geral da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social e da Delegacia Geral da Polícia Civil com a prática da infração disciplinar grave punível com suspensão ou demissão por parte de policiais civis que aderiram ao movimento grevista, que é expressamente vedado a todos policiais no país".
Vale lembrar que o próprio Ministério Público é o autor da ação que aponta a inconstitucionalidade do adicional por tempo de serviço da Polícia Civil que, caso seja considerado inconstitucional, pode significar uma perda de até 35% no rendimento dos policiais civis do RN. E esse é o motivo da paralisação da categoria.
Os policiais civis que tem razão no pleito estão passando do ponto quando não aceitem fazer nem flagrantes.