A gente trata com o público, é um contato muito interessante que gosto, aprendo e cultivo. Porém, tem coisas que a gente escuta que só pode ser loucura (depois o doido sou eu).
Uma leitora entrou em contato para reclamar que olhando o perfil da patricinha bolivariana Natália Bonavides "descobriu" que eu curto todas as fotos dela. O que eu tinha com ela? Expliquei que curto todas as fotos de pessoas que sigo que aparece no meu fead. Mesmo assim, a leitora não ficou conformada com a explicação.
No dia anterior a morte de Geraldo Melo surgiu um boato que ele tinha falecido. Muitos leitores entraram em contato para "avisar" da morte de Geraldo. E eu sempre respondendo que o ex-senador estava muito mal de saúde, mas estava vivo. Até que um leitor que já tinha me avisado três vezes da "morte" de Geraldo disparou: Qual seu interesse de não divulgar que ele morreu?! Pacientemente respondi que não podia anunciar a morte dele porque ele estava vivo. O leitor disse que fui "comprado" pela família para não colocar a notícia.
Hoje, me deparei com mais um absurdo, o fato de ser "aliado de Fátima". Sim, segundo o interlocutor eu tenho interesse na reeleição de Fátima ao questionar a indecisão de Ezequiel Ferreira. Eu de fato fiquei impactado com o questionamento. É surreal.
A fama de jornalista é engraçada, elogio um restaurante, aí vem "quanto você ganhou?", critico um estabelecimento, aí "fui contratado pelo concorrente", falo de um prefeito "é porque estou vendido ao adversário".
Outro dia um político do interior me perguntou quanto eu cobrava para "tirar uma matéria do ar", respondi que ia colocar a pergunta dele no ar. Esse pelo menos ficou apavorado, porque peguei ar com força.
No fundo tem algo impagável, é o prazer de trabalhar com o que gosto, sou um caso único que ganho para me divertir.