O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, deverá desistir de disputar as eleições para permanecer a postos como aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele era cotado para concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.
A CNN apurou que Bolsonaro deve usar os resultados atribuídos à atuação do ministro como vitrine de campanha.
Dados do ministério — considerados positivos pelo governo — vão alimentar a campanha do presidente pela reeleição. Essas informações estão sendo reunidas por uma equipe batizada internamente de “tropa de choque”.
Segundo interlocutores do ministro, Torres e Bolsonaro já tiveram algumas conversas sobre isso e está praticamente tudo alinhado. Oficialmente o ministro não se manifestou.
Anderson Torres é delegado da Polícia Federal. No próximo dia 30 de março, ele completa um ano à frente do Ministério da Justiça e apresenta como um dos principais feitos ao longo dessa trajetória dados que apontam a redução de alguns índices de violência.
Segundo aliados do ministro, uma marca que será muito explorada na campanha é a queda de 7% na taxa de homicídios no Brasil, esse número deve entrar no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a ser divulgado até junho.
Ainda de acordo com fontes ouvidas pela CNN, a ideia é que Torres esteja mais próximo do presidente nos próximos meses auxiliando na construção das estratégias da campanha.
Paralelamente a isso, o ministro também terá o papel de dar agilidade e dar notoriedade a outras operações.
CNN Brasil