O governo ucraniano voltou a acusar o Exército russo de atacar corredores verdes, que são rotas de fuga humanitárias. A Europa, desde o início da invasão, vive uma crise de refugiados. Somente nas últimas 24 horas, 140 mil pessoas deixaram a Ucrânia.
Nesta quarta-feira (8/3), o governo de Kharkiv informou que a retirada de moradores de Izyum não está ocorrendo por conta dos bombardeios russos ininterruptos.
Em Mariupol, todas as tentativas até agora foram frustradas por causa dos ataques incessantes, apesar do acordo de trégua.
A guerra não fica somente no front militar. Russos e ucranianos trocam sucessivas acusações de furarem o cessar-fogo.
A tensão ocorre em meio à reação em cadeia que a guerra causa. Os Estados Unidos proibiram que empresas norte-americanas comprem petróleo russo. A Rússia, irritada, reagiu e proibiu a venda de matérias-primas — o Kremlin ainda vai divulgar quais são exatamente e quais países escaparão do banimento.
Fuga
Em Enerhodar, alguns civis, em sua maioria mulheres e crianças, foram retirados por um corredor humanitário, disse o prefeito. A cidade abriga a maior usina nuclear da Europa, que está sob domínio dos russos.
Moradores de Sumy conseguiram sair pelo segundo dia consecutivo, segundo o prefeito da cidade, em declaração repercutida por agências internacionais de notícias.
O vice-primeiro-ministro ucraniano, Iryna Vereshchuk, disse que as forças armadas russas concordaram em parar de atacar áreas de corredores humanitários das 9h às 21h do horário local (das 4h às 16h no horário de Brasília) desta quarta-feira.
Crise
Apesar dos empecilhos, mais de 140 mil pessoas fugiram da guerra nas últimas 24 horas, segundo estimativa do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Essas pessoas se juntam aos mais de 2 milhões de exilados que fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro. Polônia e Romênia são os principais destinos.
As autoridades na zona de guerra asseguram que esse fluxo vai aumentar ainda mais. Segundo a ONU, até 4 milhões de pessoas poderão abandonar o país por causa do conflito.
Metrópoles