Não tenho amizade com Ezequiel Ferreira (nem o telefone dele eu tenho), mas gosto do trabalho dele, não tenho dúvida seria meu candidato ao governo do estado.
O assunto aqui não é candidatura, é decisão. Ezequiel está exposto há 45 dias se vai ou não ser candidato, se é ou não oposição. Na última semana, essa indecisão do presidente da Assembleia Legislativa começou a ficar feia para ele. Uma pessoa que não sabe o que quer ou como se posicionar.
Acho que Ezequiel para preservar seu futuro político tem que falar com a população. Dizer o não, aqui não tenho nenhuma esperança em Ezequiel dizer sim. Como falei, o texto é muito mais para tentar fazer ele acordar e sair da inércia.
Ao dizer não, que é legítimo, a pessoa só deve fazer as coisas medindo as consequências, Ezequiel vai carregar pelo resto da vida o gostinho do quase, quase governador. Nas rodas de amigos no futuro vai ter que explicar o não. O pior, na próxima legislatura, vai voltar a ser um deputado comum, sem a força da presidência.
Passar mais um final de semana no muro (eita PSDB) deixará Ezequiel mais enfraquecido dos dois lados, inclusive com seus eleitores fiéis que vão votar nele para deputado estadual em outubro. Hoje, o maior adversário de Ezequiel é sua indecisão.