O presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira construiu uma história durante quase 8 anos na presidência da Casa. Respeitado pelos colegas, adorado por prefeitos, cumpridor de acordos, bom de palavra, mesmo discreto Ezequiel construiu uma história que credenciou sem dizer uma palavra para ser o candidato de oposição com chances reais de derrotar Fátima Bezerra.
Em 45 dias, Ezequiel foi de ungido a um político indeciso. Vários prefeitos estão irritados com seu comportamento, ficou desacreditado entre os colegas deputados, mesmo disputando a vaga na Assembleia Legislativa dificilmente será reconduzido ao cargo. Nesse tempo, conseguiu irritar quem apoiava sua candidatura e deixou de gozar da confiança dos "aliados" governista. A quase candidatura de Ezequiel foi um desastre para ele, só perdeu. Teve a oportunidade de ser um gigante, se tivesse ficado calado teria uma eleição fácil e pelo menos 2 anos na presidência da AL, agora vai se reeleger e depois sumir do ciclo decisório.
De tanta esperança depositada em Ezequiel, a realidade foi uma decepção. O pior, para os dois lados. Essa "aventura" da quase candidatura o PT vai cobrar no dia seguinte que passar a eleição de Fátima. Vão esvaziar Ezequeil sem pena. Para Ezequiel, só resta torcer que a oposição eleja um governador que tenha alguma complacência com ele. Aí ele fica no jogo, porém sem a força de hoje.
Na verdade, como todo mundo diz, o cavalo passou selado, Ezequiel perdeu a sua oportunidade política. Só um milagre agora.