Imagine só você ter uma dívida, não prestar um serviço de qualidade e ainda querer se achar no direito que merece ser ressarcido. Essa é a situação do Aeroporto Aluízio Alves.
O equipamento de infraestrutura está em processo de devolução por parte da Inframerica (consórcio que a administra) ao Governo Federal e fechou, segundo matéria da Tribuna do Norte, no vermelho ano passado com um prejuízo de R$ 1,1 bilhão.
O Consórcio usa dados, encargos e índices para justificar o rombo. Não acredito nesses números inflados.
Quando, na verdade, deveria pensar em oferecer um serviço de qualidade aos que precisam embarcar ou desembarcar em um dos terminais do aeroporto.
Não bastasse o serviço deficiente, os preços praticados por lojas no aeroporto beiram o absurdo. Quase um assalto ao cidadão que, muitas vezes, só tem aquela opção para uma refeição de péssima qualidade, por exemplo. Isso sem falar na falta de opções para algum tipo de lanche.
Se a gente for falar da questão de voos, aí é outro problema. O aeroporto que se diz tão de primeiro mundo mal consegue competir com outros do Brasil. Cito aqui Fortaleza, João Pessoa e Recife como exemplos.
Basta ver que muitas pessoas preferem embarcar por uma dessas cidades tendo em vista o preço praticado nas passagens aéreas.
O Aeroporto nasceu como um sonho para o RN, mas tem se tornado ano após ano um verdadeiro pesadelo.