Após quase um mês de desdobramentos, o bilionário Elon Musk chegou a um acordo para comprar o Twitter por US$ 44 bilhões nesta segunda-feira (25).
A história do acordo começa no início deste mês, quando Musk revelou que vinha comprando ações da rede social e que tinha acumulado uma participação de 9,2% da empresa. O Twitter chegou a oferecer um assento no conselho de administração da empresa, mas Musk decidiu não aceitar o convite. Em vez disso, o bilionário ofereceu comprar todas as cotas que não possuía da empresa.
O Twitter chegou a adotar um plano para se proteger da oferta do bilionário, mas a rede social acabou aceitando e fechando o negócio.
Como foi a negociação:
Em 4 de abril, um documento regulatório foi divulgado mostrando que o dono da Tesla, Elon Musk, havia adquirido em 14 de março uma participação acionária de 9,2% do Twitter;
No dia seguinte, Parag Agrawal, CEO do Twitter, anunciou que Musk se juntaria ao conselho de administração da rede social;
Em 11 de abril, Musk decidiu não integrar o conselho administrativo da empresa;
Em vez disso, Musk decidiu fazer uma oferta para comprar Twitter em 14 de abril. Segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), o bilionário queria comprar todas as cotas que não possuía a US$ 54,20 por ação —o que levaria a empresa a valer US$ 43,4 bilhões;
No dia seguinte, o Twitter adotou o chamado "poison pill" (ou pílulas venenosas), um mecanismo para que os sócios que tenham receio de perder o controle de uma companhia dificultem ou, até mesmo, impeçam uma possível aquisição de ações;
Em 21 de abril, o bilionário revelou como iria financiar a compra do Twitter: ele investiria US$ 33,5 bilhões, que incluiriam US$ 21 bilhões em ações e US$ 12,5 bilhões em empréstimos. Bancos concordaram em fornecer outros US$ 13 bilhões em dívidas garantidas;
Em 24 de abril, o conselho de administração do Twitter se reuniu para discutir a proposta de aquisição de Musk;
Em 25 de abril, Musk e Twitter chegam a um acordo: o bilionário comprou a rede social por US$ 44 bilhões.
CNN Brasil