Ao ingressar com uma ação civil pública para garantir a nomeação de policiais civis logo após o curso de formação, o Ministério Público expôs a falta de eficiência da PCRN provocada pelo baixo efetivo.
Para isso, o MPRN divulgou dados de uma requisição que fez em busca de informações junto a delegada geral de Polícia Civil, sobre inquéritos policiais que estão em tramitação. Ao todo, 34 unidades operacionais responderam a requisição, informando a existência de 11.802 inquéritos policiais em aberto, dos quais pelo menos 4.356 dizem respeito a crimes violentos letais intencionais.
O MP frisa que a recomposição do efetivo policial civil, longe de ser uma decisão administrativa discricionária, configura medida urgente e imperativa com vistas não apenas de evitar o colapso e viabilizar uma melhor prestação do serviço público, mas também de expandir esse serviço à nova realidade normativa.