Não é de hoje que o Blog relata os problemas que empresários do setor de energia renovável (eólica e solar) enfrentam junto a dupla IDEMA e PGE.
A burocracia e lentidão nos trabalhos desses dois órgãos conseguem sabotar um setor que o RN é líder nacional.
Semana passada ocorreu o leilão A-4, que negociou energia de 29 projetos em um total de 947,9 MW de capacidade instalada.
Projetos esses que possuem uma garantia física de 397,97 MWm e venderam 237,5 MWm, o que representa 60% do total.
Esses projetos estão localizados em 11 estados e são esperados investimentos da ordem de R$ 7 bilhões, conforme dados do site www.epowerbay.com.
Para se ter ideia dessas duas principais fontes de energia nesse leilão, a energia eólica teve potência de 183,1 MW e 52,1 MWm de lotes vendidos enquanto a solar foi de 166,1 MW de potência e 39,8 MW de lotes vendidos.
Os estados da BA, PE e PB receberão investimentos de R$ 2 bilhões em projetos eólicos e solares.
Ou seja, são bilhões de reais que o RN praticamente vai deixar de ter investido por causa da incompetência tanto por parte da Procuradoria-Geral do Estado, que diz opinar, quanto do IDEMA, cujo gestor tem competência para decidir.
A quem será que interessa atrasar o RN em um setor que ele é destaque nacional? Embora o RN tenha o maior potencial de geração eólica do país, o investidor só vai investir no RN se sentir segurança jurídica na regulação ambiental. Enquanto isso não acontecer, o Estado vai continuar perdendo a oportunidade de gerar novos empregos e arrecadar com impostos.
Espero que não esteja acontecendo aquela situação de “vender dificuldades para ganhar facilidades”.