A devessa feita pela Globo aos artistas que mais empregam no Brasil, ou seja, aqueles ligados ao forró e ao sertanejo, chegou ao ponto máximo nesta sexta-feira (10), quando a emissora divulgou os salários pagos por eles aos trabalhadores que assinam suas músicas ou preparam os shows.
Em matéria intitulada "Quanto fica para a banda? Líderes de cachês acumulam queixas e ações de músicos e funcionários", é exposto que Wesley Safadão, por exemplo, R$ 4 mil por mês a um dos músicos, mas recebia R$ 600 mil por show. Além disso, relembra que Gusttavo Lima foi condenado a pagar impostos e direitos trabalhistas em ação que cita 'caixa dois'.
A perseguição aí não é só a quem é sucesso na música, mas não defende a volta de Lula ao poder. A perseguição é, também, a quem trabalha e gera emprego no meio musical. Meio esse que a própria Globo tentou destruir ao alimentar o "fique em casa" e a suspensão dos shows durante a pandemia.
Veja algumas das informações expostas pela Globo e avalie o tamanho do absurdo feito pela emissora:
- Um músico que tocou com Wesley Safadão diz que recebia R$ 4 mil por mês. Na época, o cachê do cantor já chegava a R$ 600 mil por show, e eles faziam até 30 apresentações por mês.
- Um ex-músico de Gusttavo diz ao g1 que ganhava R$ 600 reais por show, na época em que o cachê do cantor era de R$ 280 mil.
- Dois roadies abriram processos alegando que Gusttavo Lima pagava salários com o que seus advogados chamaram de "caixa dois" - segundo eles, o cantor pagava um salário, mas declarava nos contracheques um valor menor, o que diminuiu o total de impostos e direitos trabalhistas que Gusttavo deveria pagar. Ele foi condenado a pagar a diferença aos roadies e ao Estado.
- Um representante da Ordem dos Músicos do Brasil disse que recebeu, em 2018, denúncias de músicos de Gusttavo Lima que tiveram seus salários mensais reduzidos para R$ 8 mil, na época em que o cantor ganhava até R$ 300 mil por show e fazia até 30 apresentações por mês.