Ontem, propus o perdão de Padre Júlio e a liberação sexual para os padres. O Instagram do Blog sofreu uma enxurrada de críticas, católicos revoltados com minhas propostas, principalmente em relação ao sexo.
De fato fiquei muito impressionado, a turma parece gostar mais de viver na mentira, aceitam que o padre tenha casos escondidos, mas não querem que eles assumam relacionamentos.
Aqui em Natal tem padres casados com mulheres e com homens, muitos dos fiéis sabem, mas pelo jeito não querem que o sacerdote assuma. É tudo muito estranho.
Se for pela cabeça da maioria, ou seja, proibir tudo em relação ao sexo, não vai ficar pedra sobre pedra na igreja católica de Natal. São poucos os que tem vida assexuada, como manda os votos da igreja.
Encaro ser padre como uma profissão, que exige também vocação. Não entendo o que o sexo pode interferir nisso. A falta de debate a respeito do tema, faz surgir o submundo que muitos padres são obrigados a ter, quase uma vida paralela.
Para punir isso é quase impossível, poucos podem atirar pedras. Quase todos passaram por situações semelhantes. Aí como não punem o sexo, acabam encobrindo crimes, como o abuso de crianças e adolescentes.
Essa arquidiocese de Natal não tem a menor moral para punir Padre Júlio. Teria antes que fazer uma limpeza.