Não estou falando da questão jurídica, mesmo porque muitas das decisões dos tribunais superiores não são baseadas no direito, mas apenas em questões políticas e sociais.
É certo que os planos de saúde devem ter lucro, isso é indiscutível. Sei que em cada família que tem uma pessoa com autismo os planos de saúde levam um prejuízo absurdo. Porém, ninguém fala das famílias que passam anos sem usarem os planos ou mesmo da pessoal que passa a vida toda pegando o plano e morre em casa de um infarto, sem gerar uma despesa.
O rol taxativo deixa na verdade todos desguarnecidos, se surgir alguma doença nova os planos vão negar o atendimento porque não consta na lista.
Imagino a pessoa ter um filho, faz o plano de saúde e depois com 2 ou 3 anos é diagnosticado (não sei se o termo é esse) com autismo. Não foi algo planejado, é uma questão de saúde. Não pode ser abandonado pelo plano, chega a ser surpreendente a decisão.
Um item de consumo primordial para a classe média é o plano de saúde, era uma segurança para afastar do famigerado SUS. Agora a classe média foi abandona, se o plano deixar de ser um item prioritário, aí sim as operadoras vão quebrar.