Amanheci nostálgico com o ano de 2023, outro personagem que vou perder é Henrique Alves. Há anos ele não tem importância, mas a gente sempre ficava na expectativas que ele poderia voltar. Teve até pesquisa colocando ele entre os primeiros na preferência popular para a câmara dos deputados. A realidade é outra.
Henrique chega sozinho nos cantos, ninguém quer ele no palanque, é desprezado, escanteado. Não deve ficar entre os 15 mais votados. Pode passar a vergonha de ter menos votos do que Thabata Pimenta, vereadora trans de Carnaúba dos Dantas. Nem suplência pega.
De legal tem a perseverança de Henrique, a garra, a vontade, o foco. São elementos de um vencedor, a questão que impede qualquer sucesso é o passado dele. A forma de agir, a suposta humildade dele hoje não faz esquecer de arrogância.
Com o resultado das eleições em 2022, Henrique vai ser esquecido politicamente. Talvez invista na filosofia, tente uma vida de humildade. Nunca é tarde para uma reconstrução. Porém em outra área, na política não tem mais jeito.
É uma pena. Perder Henrique como personagem é muito triste.