A candidata ao Palácio do Planalto, Simone Tebet (MDB), falou por 32min7s dos 40 minutos de entrevista ao Jornal Nacional nesta 6ª feira (26.ago.2022). O restante do tempo, quase 8 minutos (7min53s), foi ocupado por perguntas dos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos.
Em suma, a candidata ocupou 80% do tempo de 40 minutos previstos. Foi quem mais falou dos 4 entrevistados pelo telejornal da TV Globo. Leia abaixo a comparação:
Além de Tebet, também já foram sabatinados no programa o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro falou por 24 minutos. Ciro, por 30 minutos, Já Lula, por 30 minutos.
Leia abaixo o tempo levado para formular a 1ª pergunta de cada entrevista:
Bolsonaro – a 1ª pergunta, de William Bonner, tomou 49 segundos e 110 palavras;
Ciro Gomes – a 1ª pergunta, de Renata Vasconcellos, tomou 26 segundos e 63 palavras;
Lula – a 1ª pergunta, de William Bonner, tomou 46 segundos e 88 palavras;
Simone Tebet – a 1ª perggunta, de Renata Vasconcellos, tomou 26 segundos e 60 palavras.
Coube a Bonner, titular da bancada do JN desde 1996, abrir as entrevistas com os 2 candidatos que lideram as pesquisas: Bolsonaro e Lula. Renata, por sua vez, fez a 1ª pergunta das sabatinas de Ciro e Tebet.
A candidata Simone Tebet (MDB) encerrou a sequência de entrevistas. Terão participado os postulantes ao Palácio do Planalto mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto.
A entrevista é importante para a eleição porque o JN, da TV Globo, é o principal telejornal do país. Os candidatos terão poucas chances de falar a um público tão amplo.
A entrevista com Jair Bolsonaro fez o Jornal Nacional bater seu recorde audiência no ano. Foram 32,6 pontos na média consolidada. A sabatina de Lula obteve 31,4 pontos na média preliminar. Nos 2 casos, os dados valem para a Grande São Paulo.
FORMATO ALTERADO
Até 2014, todos os presidentes que concorriam à reeleição podiam fazer as entrevistas do Jornal Nacional no Palácio da Alvorada. A sabatina de Dilma Rousseff (PT) naquele ano foi a última nesse formato.
Michel Temer (então presidente) não concorreu em 2018 e não foi entrevistado. Em 2022, o Grupo Globo decidiu exigir que todos os candidatos fossem aos estúdios da emissora, no Rio. Bolsonaro resistiu, mas acabou aceitando.
A emissora disse que “depois das eleições de 2014, porém, decidiu que sempre realizaria as entrevistas de todos os candidatos à Presidência da República em seus estúdios, de forma a demonstrar que todos os candidatos são tratados em igualdade de condições”.
Poder 360