Sempre quando falo de Garibaldi fico até constrangido porque sempre votei nele, de 1990 até 2018 em todas as vezes que ele foi candidato. Porém, com todo respeito a sua história, Garibaldi passou. Ele mesmo tinha que respeitar o seu legado.
Nessa campanha Garibaldi tem três momentos marcantes. O "tá on" naquele giro de 360°, a dancinha ridícula e agora a ré da mulher quando foi atropelado por uma bunda.
Não tem um discurso que marcou a campanha, não teve uma fala, um momento analisando o futuro do RN. Ele diz que foi o governador das águas, isso foi há 25 anos. É tudo muito pouco para quem já foi prefeito de Natal, governador e senador.
Eu olho para Garibaldi e fico com receio, é complicado a pessoa não saber o momento de parar. Ele poderia viver ativamente a política ajudando Walter, Felipe Alves. Aparecendo com toda a sua experiência para os meninos continuarem o seu legado. Não é ficar em casa, na política tem muitas outras funções que a pessoa pode desenvolver sem ser o candidato.
Sei que teve gente eleita com muito mais idade, mas aí estou falando em condições físicas, a forma de propor as ideias. Garibaldi é muito maior do que aparece nessa campanha. Talvez tenha sido o maior político do RN, maior até que o tio Aluízio, por isso mesmo deveria ser preservado, ser uma referência. O próprio Aluízio fez isso, viveu a política até o último suspiro ativamente, sem precisar ser candidato.
Só espero que a decepção não seja grande.