Começo pela polêmica médica Roberta Lacerda. É muito simples, Roberta teve popularidade na pandemia para ser eleita governadora, ganhou projeção nacional, hoje luta para ter uma votação que não seja decepcionante.
O caso de Roberta é bem clássico. Quando ela falava em estudos, ivermectina e cloroquina, o povo só escutava uma coisa, esperança. Na esperança ela voou. Quando chegou a vacina, ela não abraçou com o entusiasmo que tinha pelos remédios, a população continuou no mesmo caminho, a esperança. Aí os caminhos seguiram trajetórias diferentes.
Não estou analisando remédios, vacinas e nem estudos. Estou falando de discurso. Roberta representou a cura por meses com os remédios que defendia. Depois a cura foi para as vacinas.
É fato que Roberta passou a ser atacada de forma raivosa pela esquerda, petistas (gente que prega o amor). Coragem ela tem, gosta de lutar, tem conhecimento. Mas estamos falando de posicionamento. Em 2020, quando escrevia qualquer post que tinha no título "Roberta Lacerda" era a certeza de no mínimo 15 mil acessos. Geralmente era o mais lido do dia. Hoje, os posts com o nome dela não chegam a 2 mil acessos, não ficam entre os 20 mais lidos.
Roberta fala muito em estudos, ninguém quer saber, as pessoas querem é coisas para ter fé, por isso que esses políticos profissionais sobrevivem. Na fé dos remédios ela cresceu.
Depois, de tanto apanhar, receber discursos de ódio em redes sociais, ter suas contas bloqueadas no Twitter, Instagram e YouTube, Roberta foi para a direita e encontrou um certo abrigo. Mas carece do principal, votos. É uma boa candidata, porém entendo que para ter mais acesso ao eleitor precisa desburocratizar o discurso.
*Isso são opiniões minhas, não quer dizer que sejam a realidade, mas é o que eu penso. Analisarei vários candidatos que eu acho interessantes.