O Governo do Estado de besta não tem nada.
Além de “botar areia” em possíveis investimentos na Via Costeira, agora o Executivo estadual vai, segundo matéria da Tribuna do Norte, acionar a Justiça para retomar a posse de oito terrenos da Via Costeira.
Essas áreas foram cedidas à iniciativa privada ainda na década de 1990 para a construção de hotéis, bares e restaurantes, mas as obras não avançaram.
O setor empresarial já reage negativamente à sinalização da PGE. “O governo entende que um acordo homologado, transitado em julgado ainda cabe recurso? Se o acordo fosse ilegal a Justiça não homologaria”, destaca o advogado Diógenes da Cunha Lima, procurador da concessionária Paulistânia Hotéis e Turismo. “Acho que o governo deveria ter um olhar mais voltado para a geração de emprego e renda, para o desenvolvimento. Não é que eu discordo do posicionamento do procurador José Marcelo, mas eu acho que o governo deveria bater palma para quem quer gerar emprego”, afirma.
A empresa representada por Diógenes da Cunha Lima alega que há 15 anos vem tentando conseguir as licenças administrativas e ambientais, mas sem sucesso. “A maioria dos empresários tentou construir, mas a falta de cooperação dos governos, não só desse, contribuiu para não avançarmos”, justifica. “Então, não é uma questão de 'não construir porque não quer'. Tanto é que os sócios desse mesmo grupo foram construir um outro hotel em Ponta Negra, diante das dificuldades na Via Costeira”, declara o advogado.