Carlito Dayan, dono do banco Daycoval — que está entre os credores da Americanas —, afirmou nesta sexta-feira que “foi vítima da fraude” — empregando uma palavra que vem sendo evitada por quem fala publicamente sobre o caso, com exceção dos advogados do BTG Pactual…
Dayan se manifestou no LinkedIn, que se tornou central de lamúrias dos mercados corporativo e financeiro no caso Americanas desde que o ex-CEO Sergio Rial fez ali suas “explicações” sobre o ocorrido.
“Sim, o Daycoval também foi vítima da fraude. Sim, o valor é importante e ninguém gosta que coloquem a mão no seu bolso. Fica uma sensação muito ruim”, escreveu banqueiro. “Por outro lado vamos ser práticos e diligentes: bancos que fazem crédito vivem de crédito, estamos no jogo e esses percalços acontecem sempre. Este deu mais publicidade devido a empresa ser de varejo e tão conhecida e respeitada. Mas o jogo é o mesmo, inadimplência, engole e segue em frente.”
‘Não vamos espernear’
Segundo o banqueiro, “este caso específico, pelo seu tamanho, já foi provisionado em mais de 50% no balanço do ano passado.”
“E mesmo assim o Daycoval vai mostrar um resultado recorde e uma rentabilidade acima de 25%. Sejamos claros: se não fosse evento o resultado seria melhor, e fica sim um gosto amargo na boca. É isso que importa, o resto é novela de sites e jornais já que estão envolvidos os três homens mais ricos do Brasil”, acrescentou.
Dayan prometeu que “nós não vamos espernear, brigar em público, acusar e nos revoltar.”
“A nossa resposta a essa fraude será MAIS TRABALHO. Vamos fazer o que sempre fizemos sem olhar pra trás, com mais afinco, mais experiência, mais raça e vontade. Não foi a primeira vez e não será a última”, concluiu.
Capital - O Globo