Volto ao assunto do Padre Flávio, vigário geral de Mossoró. O mundo não pode ser tão chato, me preocupa mais o comportamento nos bastidores do que na frente das câmeras. O fato do padre dançar e beber não tem nada demais. A questão da letra da música, me poupem, tem letras muito piores que todo mundo canta e dança.
O ambiente que o padre estava era familiar, dançava com os fiéis da igreja, estava feliz e alegre. Um padre não pode entrar na festa? Isso é um pensamento mesquinho.
Olhe que não sou um defensor de padre Flávio, acho que o mesmo erra quando transforma o altar da igreja em palanque eleitoral, mas no fato de ter vida social não vejo nada de errado nisso.
Muitos fiéis enxergam nele um futuro bispo, talvez aí a guerra, pode ser gente da própria igreja trabalhando contra a indicação (para quem não sabe os padres e bispos brigam muito por política interna).
Eu acho ótimo padre socializável, em Caicó tem um que bebe e dança, mas promove a igreja. Aqui em Natal tem uns 5 padres gente muito boa, que gostam de festas (inclusive sigo em redes sociais e sou amigos de vários), são queridos.
O que fez um padre envergonhar a igreja é a ação/omissão com ataques sexuais a crianças e adolescentes, o excessivo uso político da batina (o padre Flávio é moderado) e a pregação de intolerância.
Que os padres se divirtam, dancem, bebam e preguem o bem. Ninguém pode ser condenado porque dançou uma música ou por uma letra.
A gente não pode ser tão chato assim, a régua do mundo. Viva o padre Flávio que dançou e bebeu. Não é pecado e se for já tenho a penitência, 2 Pai Nosso. E que no próximo Final de Semana tome outras e dance. As pessoas condenam o politicamente correto e ficam nesse mimimi.