O que marcou a carreira política de Aluízio Alves e Agnelo Alves foi a coragem. Eles tinham posicionamentos, visão e eram teimosos e destemidos. Enfrentaram ditadura militar sem nunca recuar.
Garibaldi Alves tinha um estilo mais moderado, porém sempre teve foco e destemor. Carlos Eduardo esse puxava o pai e o tio no estilo de ter coragem e determinação, tanto que conseguiu carreira solo sendo 4 vezes prefeito de Natal.
Aí Henrique Alves inventou algumas palavras que os Alves não conheciam: Diálogo e União. Não tem nada de bonito nisso nessas palavras em política, é apenas jogo para conveniências. Henrique foi o primeiro a sucumbir. Ele começou com essas ideias em 2006 e saiu do jogo em 2014, teve uma sobrevida até 2016 pela amizade com Temer foi ministro do turismo sem poder nenhum.
Garibaldi entrou nesse jogo de "união" em 2010, resolveu dialogar com adversários e depois não parou de mudar de lado. Só para ter uma ideia, de companheiro de chapa de Rosalba e Agripino foi parar no ministério da previdência de Dilma Rousseff. Perdeu a identidade, não se encontrou mais com a vitória e hoje é totalmente dependente do PT, só resta para seu grupo uma renúncia de Fátima Bezerra em 2026.
Carlos Eduardo, que era o teimoso, assim construiu seu espaço, se não tivesse rompido com a família, talvez hoje fosse vereador de Natal no lugar de Felipe Alves. Mas fez sua história independente, tinha seu espaço dentro de Natal. Até que resolveu dialogar com sua principal adversária, perdeu todo seu prestígio. Hoje é um esqueleto de político-dependente do PT.
Imagino Aluízio e Agnelo olhando para esses políticos. Não fizeram nada do que eles imaginaram ou pensavam. Não aprenderam coisa alguma dentro de casa. Aluízio e Agnelo enquanto tiveram vida seus espaços políticos foram preservados. "Os meninos" esqueceram que ter posição firme. Ninguém sabe qual o lado deles.