O início do governo Lula tem sido marcado pela volta à cena de figuras carimbadas em investigações que deram o que falar durante a era petista.
Nesta semana, o Diário Oficial da União trouxe a nomeação, para uma das secretarias do Ministério da Previdência Social, de Paulo Roberto dos Santos Pinto, que em 2013 caiu do cargo de secretário-executivo do Ministério do Trabalho após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava desvios da ordem de R$ 400 milhões na pasta.
Pinto foi nomeado pelo ministro Carlos Lupi, ele próprio demitido do Ministério do Trabalho de Dilma Rousseff em 2011 em meio a denúncias sobre a existência de um esquema de cobrança de propina para regularizar o registro de organizações não-governamentais.
O novo secretário é, há tempos, homem de confiança do PDT, partido presidido por Lupi. A recém-criada Secretaria de Regime Próprio e Complementar, que ele irá comandar, será responsável por cuidar, por exemplo, das regras dos regimes de previdência de servidores públicos de estados e municípios – uma área sensível que envolve investimentos milionários de fundos de pensão e já rendeu escândalos rumorosos no passado recente.
Metropoles