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Polícia investiga se médico assassinado no Rio teria sido confundido com miliciano

Uma das linhas de investigação do assassinato de três médicos, ocorrido na madrugada desta quinta-feira, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, apura se Perseu Ribeiro Almeida, uma das vítimas, foi confundido com Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, um criminoso de Rio das Pedras e da Muzema, comunidades de Jacarepaguá que ficam próximas à Barra e são duas das principais áreas comandadas por milícias. A informação foi obtida pela TV Globo.

Filho de Dalmir Pereira Barbosa, um dos líderes da organização criminosa, Taillon chegou a ser preso em 2020 no âmbito da operação Sturm, que investigou integrantes remanescentes da milícia após as operações Intocáveis 1 e 2. A ação do MPRJ já havia desbaratado a quadrilha, que tinha entre seus principais integrantes Adriano da Nóbrega, o chefe do Escritório do Crime, morto ao tentar se refugiar na Bahia, em fevereiro de 2020.

Taillon teria sido, segundo as investigações, o responsável por dar seguimento à atuação do bando, principalmente na construção de imóveis irregulares, que depois que ficavam prontos eram explorados com aluguéis. Em abril de 2019, dois desses edifícios desmoronaram na região da Muzema, matando 24 pessoas. Ele foi preso em um condomínio de luxo, no Recreio dos Bandeirantes.

O grupo também atuava cobrando pedágio de comerciantes da região. Junto com Taillon foram presos outras seis pessoas, que seriam responsáveis também por atuar na segurança do grupo, na venda de armamentos e nos projetos imobiliários.

Conforme VEJA revelou, em 2020, a milícia da Muzema e de Rio das Pedras chegou a ter entre seus integrantes chefes afiliados ao PSOL, como Laerte Souza Lima e sua esposa, Erileide Barbosa da Rocha. Uma das linhas de investigação da época era de que o grupo poderia ter se infiltrado no partido para investigar a rotina da ex-vereadora Marielle Franco, morta em 2018.

Atualmente, outra linha de investigação averigua se a motivação do assassinato dos médicos foi política, já que um deles, Diego Ralf de Souza Bomfim, é irmão da deputada Sâmia Bomfim, do PSOL paulista.

Em dezembro de 2021, as principais lideranças da milícia foram condenadas. Taillon, no entanto, está refugiado após obter um habeas-corpus.

VEJA

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